Precisamos proteger os bandidos!

As operações realizadas pelas forças de segurança no litoral paulista escancararam algo que a esquerda já não consegue mais esconder. Sua predileção por criminosos e seu desprezo pelas vítimas! A presença maciça de policiais nas favelas dominadas por narcoterroristas serviu como alívio para a população que permanece sob o jugo de facínoras violentos e cruéis. Mas longe de se importar com a segurança dos moradores das favelas, membros da burocracia estatal e do terceiro setor fizeram do combate à “Operação Escudo” a batalha de suas vidas, e lançaram mão de todo um arsenal de armas jurídicas e informacionais, construído ao longo das últimas décadas, com o objetivo de acabar com a operação e devolver os “territórios” para as mãos dos traficantes do PCC.

Quando o Governador paulista anunciou o nome do Deputado Federal Guilherme Derrite como novo Secretário de Segurança Pública, a militância esquerdista sabia que enfrentaria dificuldades. Estavam acostumados com os socialistas fabianos do PSDB,  e as discussões sobre segurança pública se davam nos estreitos limites impostos pela academia e todo seu exército de especialistas, que com paciência, dedicação e alguns milhões de dólares das grandes fundações americanas, povoaram o imaginário das autoridades com suas ideias. Agora teriam que lidar com um Secretário oriundo da Polícia Militar paulista, “aquela herança mal resolvida da ditadura”, e não se tratava de qualquer Oficial, mas um que serviu na ROTA. Nem os criminosos mais violentos tem tanta ojeriza à ROTA como um especialista uspiano “pai de pet” e vegano, ou um Defensor Público criador de bonsai.

Desde o anúncio de Derrite como chefe da pasta de segurança, a militância tem atacado sua reputação sistematicamente, apontando sua nomeação como “retrocesso”, “risco aos direitos humanos”, entre outros chavões típicos da novilíngua esquerdista. Eis que se iniciou a operação escudo, e o que se tratava de uma mera estratégia de destruição de reputação, se transformou no mais novo capítulo da batalha pela justiça social progressista.

A ação da militância, aparentemente confusa, se dá em frentes distintas, seus agentes atuam em redes, que nem sempre se comunicam institucionalmente, mas que seguem uma agenda comum. A ideia é causar o maior impacto possível, não necessariamente na opinião pública, essa repleta de “preconceitos” infundidos pela “ideologia burguesa”, mas sim constranger as autoridades políticas a fim de que não reste alternativa senão atender suas reivindicações.

Inicialmente a mídia passou a denunciar uma série de abusos que teriam sido praticados por policiais durante a operação. Foram apontadas execuções e torturas nos criminosos mortos pela Polícia. Os jornalistas ignoraram os laudos periciais e deram voz às narrativas criadas por “testemunhas”. Desferido esse primeiro golpe, o qual em outros tempos de socialismo fabiano já seria o bastante para cessarem as ações policiais e dar início à transferências e perseguições contra os agentes, dessa vez as mentiras deslavadas criadas pela mídia não ecoaram nos gabinetes do Palácio dos Bandeirantes, e tanto o Secretário de Segurança Pública, como o próprio Governador do Estado não só defenderam a ação, mas como há muito não se via, reagiram e pediram respeito às polícias e seriedade por parte dos jornalistas. O cenário mudara e os esquerdistas precisavam urgentemente proteger os narcoterroristas em “perigo” no litoral paulista.

À disposição da militância histriônica da esquerda existe um imenso aparato institucional, público e privado, construído nas últimas décadas, com o objetivo de promover suas agendas anti-humanas, no trabalho de destruição de toda e qualquer tradição, de todas as instituições criadas pela civilização ocidental ao longo de séculos de história. Criaram a “sociedade civil” e a colocaram no lugar da sociedade real. A voz da primeira, composta de abstrações e utopias emudeceu os sentimentos reais e verdadeiros da segunda. Nesse sentido, os esquerdistas colocaram suas tropas na linha de frente na defesa de traficantes armados contra os cidadãos desprotegidos.

Um dos membros dessa “sociedade civil”, o Conselho Estadual dos Direitos Humanos entrou em cena e ajudou a espalhar as falácias criadas pela mídia. Essa que não desistiu diante do insucesso inicial e continuou noticiando diariamente toda sorte de abusos praticados pelos policiais, o medo que a presença policial causava na população da Baixada Santista e por aí vai. Não demorou e o grupo “Mães de Maio” entrou na batalha e organizou manifestações de rua contra a operação. Os manifestantes agitavam bandeiras com velhos slogans da esquerda: “polícia fascista”, “desmilitarização”, “vidas negras importam”, entre outros. A novilíngua da esquerda é repleta de expressões que pouco ou nada dizem sobre a realidade, mas que causam profunda afetação, sobretudo no branco de classe média alta que nutre certo sentimento de culpa em virtude das injustiças sociais, que embora sejam naturais da condição humana, a propaganda e a escola fizeram com que ele se enxergasse como culpado de tal situação.

Ainda assim o governo paulista não retrocedia e a operação continuava. Alguns poucos criminosos que confrontavam a polícia foram mortos, enquanto que centenas deles eram presos. Uma manifestação foi organizada pelos moradores da Cidade do Guarujá, para pedir a continuidade da operação, o que foi solenemente ignorado pela mídia. A militância esquerdista local se socorreu então do Governo Federal. Este, que inicialmente havia criticado a operação em São Paulo, se sentiu constrangido pelos episódios ocorridos na Bahia e abaixou o tom. Naquele estado, governado por um petista, a polícia também dava uma resposta dura contra os criminosos, e as mortes em confronto aumentavam a cada dia. O auxílio veio através do Conselho Nacional dos Direitos Humanos.

O CNDH enviou uma comissão para avaliar a situação no litoral paulista e logo apontou uma série de “violações aos direitos humanos”, diante do que sugeriu recomendações ao governo paulista, além da suspensão imediata da operação. A preguiça intelectual do Conselho foi tamanha que suas sugestões basicamente eram as mesmas contidas no acordão do Supremo Tribunal Federal na ADPF 635, “a ADPF das favelas”, uma das maiores vitórias da militância em sua agenda para o caos. Mas a cúpula da segurança pública em São Paulo se apresentava intransigente e disposta a continuar protegendo a população, para revolta da esquerda. Grupos se reuniram na sede paulista da Defensoria Pública da União para discutir estratégias sobre como parar a operação e “proteger os grupos vulneráveis”, os bandidos, dito de outro modo. O auditório onde houve a reunião, uma repartição pública federal, ocorreu com a bandeira do grupo “Mães de Maio” afixada na parede, prova cabal de como certos grupos sequestraram o aparato da burocracia estatal em nome de seus interesses e ideologias.

Foi então que a Defensoria Pública de São Paulo abandonou a guerra de narrativas e adotou uma estratégia mais direta. Com seu desprezo pelas necessidades do homem comum e a partir do conforto da segurança, estabilidade e altos salários, os defensores públicos promoveram uma Ação Civil Pública exigindo a suspensão imediata da Operação Escudo, sob pena de multa, e materializando judicialmente algumas das recomendações do Conselho Nacional de Direitos Humanos. No dia seguinte foi anunciado o fim da operação. É certo que o governo paulista não quisesse ter arriscado uma decisão judicial desfavorável, afinal, dado o ativismo judicial que se espraia entre aqueles que vestem a toga, não seria de se espantar que o pleito da Defensoria fosse acolhido, inclusive extra petita, com algumas inovações iluministas para avançar rumo à sociedade mais justa e fraterna, onde bandidos possam circular sem serem constrangidos por policiais fascistas.

O Defensor Público, como o esquerdista de uma forma geral se comporta, nas palavras de Desembargador Volney Corrêa Leite, como que “possuídos do demônio da soberba, os quais, acima do senso comum e da ordem natural das coisas, impõem à sociedade suas fantasias laxistas e transformam-na em laboratório de sua mais insana experiência: amalgamar justos e injustos, vítimas e criminosos, pacíficos e violentos, de modo que osmótica transfusão de vícios e virtudes extinga as diferenças – um pouco criminosas, as vítimas serão menos indefesas e, um pouco vítimas, os criminosos serão menos agressivos”. [i] Desde a morte do Soldado Reis, a partir do que se iniciaram as operações policiais na Baixada Santista, houve um ataque pérfido contra as polícias, o que demonstra um desprezo cínico e perverso pelos brasileiros que sofrem com a violência urbana.

Com a hegemonia assentada na academia e na mídia, a intelligentsia enxerga seus desvarios como se fossem os grandes dramas nacionais. Mesmo apresentada pela classe falante como uma instituição brutal e corrupta, o homem comum não hesita em se socorrer da polícia quando precisa. A imagem do policial duro, por vezes violento, ecoa de forma positiva entre o cidadão ordeiro de uma forma geral, tanto é verdade, que o “Capitão Nascimento” de “Tropa de Elite”, supostamente construído para firmar uma crítica à brutalidade policial logo se transformou num herói nacional. Mas a esquerda não admite o senso comum, e presa à camisa de força da ideologia, continua sua agenda contra a polícia e a favor do criminoso, mesmo que isso custe o sangue de vidas inocentes.


[i][i] Volney Corrêa Leite e Ricardo Dip, Crime e Castigo – Reflexões Politicamente Incorretas –São Paulo, 2018, p.49


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